Ariel Pires de Almeida

2014

In Uncategorized on 26/05/2011 at 16:17

A REVOLTA DOS CABANOS, não confundir com a homônima em Alagoas, que começa em 1833 para se estender até 1836, quando é debelada, não se distingue por seu conteúdo dos demais movimentos populares que assinalamos; o que a caracteriza é a amplitude que tomou, chegando a dominar o governo da província por largos anos. Contava o Pará já por esta época um longo passado de agitações. Formando no regime colonial um governo à parte, vivera esta província isolada do resto do país e em muito maior contato que qualquer outra com a metrópole portuguesa. Manteve-se por isso mais ou menos afastada do processo que se desenrolou no centro do país, e de que resultara afinal a proclamação da independência. Durante este período, esteve o Pará sob a administração de juntas governativas lusófilas, que não escondendo suas marcadas simpatias pelas cortes de Lisboa, tudo faziam para se isolar do governo do Rio de Janeiro. É nesta situação que a Independência veio a encontrar a província. Tiveram por isso os paraenses de sustentar uma árdua luta contra o domínio lusitano, de que veio livrá-los, em agosto de 1823, a intervenção do governo imperial. Os oito anos que decorreram da adesão à independência à revolta de abril (1831) são de relativa paz. Mas, logo depois começaram as agitações. As autoridades de província, ora depostas por sedições populares, ora destituídas pelo governo regencial, que não sabia como resolver a situação, se sucedem ininterruptamente. Destaca-se nestes sucessos um aventureiro audaz, ambicioso ao extremo: o cônego Batista Campos. Gozando de um largo prestígio entre as massas populares, que com desenfreada demagogia açulava contra os governos provinciais, consegue ele, em 1832, sublevar a comarca do Rio Negro- depois província do Amazonas – e que por esta forma submeter o então presidente de província, Machado de Oliveira. Este, embora se mantendo no poder, teve de sujeitar-se à orientação política do cônego. Ainda que contraditório em suas atitudes, pois se de um lado agitava as massas, de outro procurava o apelo das classes abastadas, intrigando com elas o presidente, que acusava de pretender a alforria dos escravos, compreendia Batista Campos perfeitamente a situação, e francamente apoiava as hostilidades populares contra a política reacionária das regências. Para por cobro a tal estado de coisas, nomeia a regência, em princípios de 33, novas autoridades: José Mariani, presidente e o tenente-coronel Inácio Corrêa de Vasconcelos, comandante de armas. Mas, ao chegarem a Belém, o Conselho de Província, inteiramente nas mãos de Batista Campos, recusa dar-lhes a posse, e é à viva força repelido de desembarque. Em dezembro do mesmo ano aportam novas autoridades: Bernardo de Lobo de Sousa e o tenente-coronel José Joaquim da Silva Santiago, respectivamente presidente e comandante das armas. Tiveram estes melhor sorte que seus predecessores, conseguindo assumir o governo da província. Melhor ou pior, porque triste seria o fim. É neste governo que propriamente se inicia a revolta dos CABANOS… PREFÁCIO DE CAIO PRADO JUNIOR, 1993 PUBLICADO NO ESTADO DA MANHÃ, 25/07/2017 2014,

FUTEBOL É GUERRA. Seu nome era Alexander, origem russa. Como todo brasileiro tinha um sonho, ser técnico de futebol. Dizem que gostam da partida. Gostam, em verdade, do jogo. A melhor competição é a que se pode duelar sentado, confortável, suando nas axilas. Alexander quando jovem foi a Santos. Em sua época brilhavam nomes importantes. Havia Ganso, o pato crescido. A Copa havia nos dado grave vexame em 2014, ano em que tudo começou. Brasil foi eliminado nas oitavas de final aos pênaltis com belo chute de Cabañas que em sua época já contava 42 anos e uma bala nunca retirada do crânio. Do conflito no estádio, farsa da tragédia de 1950, o evento se encerrou. Seus últimos dias transferidos à Venezuela que comandou a maior onda de escracho e desrespeito à notável ex-monarquia. Percebeu Chávez que o Império contra o qual Bolívar sempre mal olhara não seria o norte-americano, mas o tupiniquim. Com o soerguimento da taça pela equipe paraguaia em julho, houve o descarte final. A FIFA não homologou a vitória e inscreveu Brasil como campeão daquele ano. Ganso levantou a taça no escritório de Ricardo Teixeira no RJ, transferido recentemente ao Catete. Paraguai, lembrando de Solano Lopez declarou guerra à Confederação Argentina que na época presidia o Cone Sul. Andrés Sanches, presidente recém eleito, mas não empossado, comandou ao lado de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Romário a destruição da barragem de Itaipu. Recheio de anti-gauchismo, Romário aumentou a dosagem de TNT para acabar com toda barragem. Buenos Aires, cercada por tropas Paraguaias inundou-se sem ninguém conhecer o destino ou saída. Cristina teve de se transferir a Mendoza. Mas por lá, aguadavam as tropas chilenas. O rico empresário investiu o PIB anual na retaliação. Não sobrou um. Cristina fora enforcada à luz do dia em Montevideo. Não sobrou nada. O Norte dos pampas ficou cargo de bolivianos e paraguaios. A Patagônia chilena. Andrés não se explicou. Aprovou nova lei de marketing que lhe dava 85% do valor de imagem da República brasileira dos últimos cinqüenta anos. Com isso lhe outorgou 90% do horário de todas emissoras de rádio e televisão e marketing online. Receoso, alimentou tais momentos com estórias e glórias desconhecidas e inventadas. O pouco marketing servia de alimentação ao mercado externo de ideologias. Monopolizou a produção e exportação de todo bem cultural de nossa indústria nacional. Eike, seu ministro de finanças e energia, ficaria com o monopólio energético e macro econômico. O setor musical se dinamizou com a entrada do tecno-brega. Pará virou o centro manipulador de toda tecnologia de ponta ligada à comunicação. De lá, a TV Recorde, antiga Record, comandava as notícias e construções do imperialismo brasileiro. Metade da Amazônia estava asfaltada e pronta para a mineração. Eike produzia internamente planos de separar os Estados do AM, RO, RR e TO. Criar um satélite sem responsabilidades, um paraíso fiscal. Chamaria Paradiso. Mas, isso depois de se livrar de Sanchez que não agüentaria o peso da guerra. Sem aliados, Andrés se voltou à Colômbia e México – que a esse ponto encaminhava ao lado de sauditas, gregos, iranianos, israelenses e russos a invasão da Califórnia. Angola e Moçambique encaravam a revolução lingüística portuguesa com muito entusiasmo. Declarou o mapa Rosa que os uniria pelo centro e engolfaria Zanzibar ao Cabo. A Líbia e o Egito se aliaram a Sabá e Judah para acabar com as revoluções locais e transnacionais. Ao fim de 2020, não haveria mais palestinos. Egito e Palestina eram um. O sionismo não mais existia. A contra revolução acabou com a chance dos fundamentalismos que transmigraram para o sul de Behring. Alhures, EUA era engolido por seu próprio ideal. A segunda guerra civil, opondo republicanos a republicanos assolou a nação. O que esperar? Em 2011, quando Ale tinha seus 20 e tantos, pensava que era momento de algo acontecer. Era universitário na escola de artes dramáticas. Refletiu – com sua cabeça de vestibulando -: cem anos atrás, os antecedentes geopolíticos da Grande Guerra eram crise no Norte da África, no Marrocos, no Oriente Próximo e nos Bálcãs e certo otimismo tolo no futuro. O Titanic afundou e quem morreu bem se deu. Aquele que não, vilão de Leo, matou-se ao se masturbar em 29. Hoje, o problema é Portugal, Marrocos, portanto, Grécia, nossa Sérvia, Líbia, Egito, nossa Argélia talvez, e Oriente Médio, Bagdad. A capital da Babilônia caíra em 2012. Na segunda guerra iraniana, o Iraque tornou-se Persa e o Afeganistão aceitou Anchluss, logo oferecido ao Paquistão. Os chineses negaram e engolfaram o extremo. A Vladivostok. Por Behring, a revolução vermelha atracou em Chicago, transformando os EUA em uma larga faixa entre as rochosas e New York, sem acesso ao Pacífico e limitado o acesso atlântico pela antiga metrópole, aliada a França e Holanda. Era tempo de coletar os espólios e contar o butim. Dizem que o primeiro ministro italiano, Berlusco, matou-se em uma piscina de moedas, quando os bárbaros atracaram em Roma pregando o progresso e o Corão. Guevara na pele de Maradona inflamava os napolitanos que destruíram toda cidade em poucas horas. As mulheres e crianças engravidadas foram levadas a Savoia e Piemonte fora restada a cinzas com todos dentro. A UE estava em ruínas. Dela se reforçavam os grupos islâmicos da península ibérica e França que conduzia uma segunda Vichy contra mouros. O pacto dos anos 50 entre alemães e francos estava rasgado, mas os primeiros preferiram se voltar ao leste. Os britânicos se congratulavam pelo não acordo com o Euro em alta no mercado. Juntaram-se aos chinos, rebaixaram a moeda e transformaram toda a Comonwealth em patrimônio dual, inglês e chinês. Por isso, tão promissora a conquista de Ohio. O Brasil com isso? Preocupado em garantir o não confronto com venezuelanos, Andrés pessoalmente levou a taça à fronteira boliviana no Acre. Ignorado, esta foi derretida como aquela de setenta pelo mesmo grupo de corintianos. Viraram pó boliviano. Sanchez considerou que a troca fora feita e cheirou junto ao PCC. Era um irmão. Chávez se acalmou. Acordou por debaixo dos panos em longa roda de pinos. Aos colombianos por dez anos nada faria e manteriam o Brasil em espera, as armas apontadas a Manaus e Pará. O mesmo se dava com as Guianas, exceção a Suriname. Era uma longa jornada até 2025. Em 2020, intitulada por historiadores americanos, a era Pós-Contemporânea, a geopolítica era outra. Grã Bretanha novamente era dona do mundo compartilhada com a China vermelha. Os russos se mudaram a Kiev para se equiparar às forças polacas. Ficaram por lá. Foram vinte anos de tensão que esquentava e, aos cem graus, ebuliria. No entreato, Alexander jogou na base do Santos. Livrara-se da carreira de ator para virar artista. Da bola. Tem-se obrigação em explanar o que era o futebol no longo século XXI. As nações, extirpadas por vez, acabaram relegando o futebol nacional a algo menos profissionalizado e por tal mais emocionante e democrático. As grandes equipes se formavam para lutar pela WEFA, campeonato oficializado na globalização. O formato era o seguinte. Os campeões nacionais e mais tantos levavam suas equipes profissionais a um torneio que se intitulou com o tempo de Usama, mas por debaixo das risadas apenas. Por seis meses, se enfrentavam quatro ligas, oito equipes em dois campeonatos. Espécie de série B mundial, as duas primeiras subiam às ligas principais e poderiam um ano depois disputar o mundial ou supercopa, portanto três coroas. O interessante é que os quatro primeiros permaneciam nesta segunda divisão, trocando apenas os que subiam ou eram rebaixados da liga ascendente. Os debaixo, entretanto, a cada três anos eram sorteados das equipes de base de cada continente e separados por critérios voláteis. Globalizado e democrático. Alexander sentiu-se afortunado por estar. E vivo, pegou o trem aos Aflitos, capital de Alagoas, sede do clube atlético de Santa Cruz. Pediu assessoria. Aceitaram a contragosto. Havia uma tradição de não negar nada a paulistas desde o massacre de 25 de dezembro na Praça Maurícia. O marco zero, de nada, tudo tinha. 2017…

A PRAÇA. Era 18 de novembro. Frei Beto morava em Recife. Desterrado, pregava em tons de lamúria e afetação, estilo carismático e presbiteriano. Por essa época, um dos herdeiros de Evaldo Cabral de Melo bisneto passou a expurgar os cariocas de BH, nova sede de governo. Brasília havia caído face os bolivianos em 2016. Juntaram-se à Recorde que já injuriava o presidente Sanchez. No Pará, levaram a Cabo a cúpula pela libertação do Estado do Maranhão e Grão Pará. Por lá, declararam a independência de Paradiso. Andrés nada fez. Mandou as tropas da Bahia a Alagoas. Aniquilou Pernambuco, último e primeiro reduto federalista da República e Nação. Tal Estado se converteu em Alagoas e Recife em Aflitos, terra de Maurício que nada tinha de Nassau. Foram 300000 mortes contava o jornal. Bem poderiam ser milhões. Qual Caneca ou Tiradentes, Beto e Cabral foram guilhotinados em Vila Rica, antiga Ouro Preto. Estava lá Alex. De lá, seguiu os inflamantes a Aflitos. Grande festa e rejubilo. Éramos uma respublica de cinco estado. O distrito, BH, SP, PR, BA, AL, PI. A estória também interessa de Coritiba, berço de mais uma mancha de sangue vista por astronautas ao lado da grande muralha. Aglutinados entre bolivianos, argentinos e paraguaios refugiados e paulistas ensandecidos, os paranaenses não agüentaram. Após um Atletiba, uniram-se na Praça central e, sem encostar um no outro ou mesmo se moverem a desvio, atiraram. Não restou um. O resultado 0 a 0, amistoso. Os catarinenses, perdidos de Floripa, na mão de porteños, dirigiram-se em armas para conter o caos de Coritiba. Nevava naquele dia… As serras catarinenses incendiaram. Tropas de bolivianos paulistas foram enviadas a mando de José Serra para o massacre de seus irmãos ocidentais. Quando se viram, uniram-se e marcharam ao Palácio Bandeirante. Serra atirou-se. Não foi o único. Entre 2014 e 2025 tivemos a maior onda de suicídios do alto calão em toda História. Foi assim no Catete, com Eike, quando os mesmos aliados a Tamoios invadiram a Baía. Também inflamava os versos sobre o Piauí, estado de refugiados numa terra devastada. Controlado por coronéis, a província torna-se autônoma. Vende carne humana entre as quatro fronteiras. Bolívia, Paraguai, Suriname e Colômbia. Por essa época, já era clara a existência de vida inteligente fora da terra. Esperavam os cientistas que partiram 2019 em expedição. Voltariam em 2080. Alex não veria as resoluções. Era claro também que apenas nós que vivemos no caos da hecatombe iríamos gastar energia e capital para conhecer vida alienígena. Por isso, apenas aqueles dois que não sobreviveram o retorno puderam vê-los. As anotações não eram compatíveis com o pen drive da época. Apenas no século XXII ousariam tal efeito com um casal que produziria um filho alienígena e teria educação alien para voltar e ensinar e governar. Claro, o garoto se recusou, em plena adolescência de 3 anos, o jovem disse que ficaria, qual Pedro faria em Janeiro. Fico! Gritou, batendo a porta e nomeando o mundo de terríveis modos. A hermenêutica, claro é atributo humano do garoto. Mas não cabe dizer como é tal civilização ou se de tal nome devemos dar-lhe sentido. Não sei ou gostaria de. Os problemas por cá são maiores que alhures. Senão teríamos nosso estrangeiro, não seríamos. À Praça! Era a Castro Alves que por ora pertencia ao povo. Único lado que sofreu represálias públicas, mas não em sangue. Selina, a Ivete III, parente de Daniela II, filha da primeira com Claudia, foi à praça no maior trio elétrico já visto, pago a preço de Eike Batista. Festa foi fogo. Mortes, muitas. Mas não nos parâmetros atuais. Os do carnaval. Folia, suor e dor…

SANTA. Como dissemos,Trevor, assim chamava artisticamente, começou por baixo, mas logo subiu. No ano seguinte, a notícia. O Cruz estaria no Usama próxima temporada. Com muito anseio prepararam o time. Alex viajou o Brasil atrás de reforços. De bicicleta e carona, foi a todos cantos possíveis ou não. Encontrou, em Paradiso, um grupo de vinte garotos e adolescentes. Nenhum acima de 16. Montou sua equipe, com poucos reforços, como o prata da casa, Geilson. Ivanov, Zeizinho, Duarte, Coelho, Martinho e Sá; no meio, Fezinho, Arranca Toco, Arstiga e belé – com letra minúscula; no ataque, Geilson e André, aquele que já fora do Corinthians, mas pouco arruinado pelo excessivo uso de drogas a mando de Ronaldo. Começaram a temporada bem. Arranca Toco, de cabelo Chanel e ombreiras, comandava o meio baixo do time, enquanto belé enchia os olhos. Na Copa, os mata-matas sorriram a Trevor. Primeiro jogo, no Arrigo Barnabé, antigo fielzão, 4 a 0, Santa. Na volta, cinco. Contra o Palmeiras, 3 a 0 e 0 a 0. E São Paulo, 0 a 0 e 1 a 1. A final, Velez Salersfield, argentino transferido à República Chilena. Jogo único. Quatro expulsões para os cruzados. 1 a 0 e a Copa estava em mãos. O resultado, onze contusões, vinte expulsões, quatorze dopings e cinco chamadas a juizados desportivos. Ficaram lanternas da liga B, mas campeoníssimos na Copa. Xico Sá, já idoso, comemorara, contra todos agouros, melhor, em prol a tantos, o corvo Edgard acertou e o Santa permaneceu na Liga B para o próximo ano. Dali em diante, férias… Cabe um ou dois parágrafos sobre essa passagem febril de seis meses off. Um parágrafo por mês. Citando o Tribuno Heraldo: “Encontrado em grande transtorno nas ruínas do Minhocão Mário Covas, Trevor, em choque, embebia-se em suor e lágrimas de sangue. Viveu. Contam que naquele dia havido saído de carona em carona do centro de Betim junto à gangue. Eram belé, Geilson, Arranca e Zeizinho. Os xodós do professor. Fora até campinas e de lá a São Paulo. O que contam é grave demais ao relato…” (30/08/2020). O mesmo Heraldo assim descreveu, 26/12/2020,: “Encontrado em grande transtorno nas ruínas do Minhocão Mário Covas, Trevor, em choque, embebia-se em suor e lágrimas de sangue. Viveu. Contam que naquele dia havido saído de carona em carona do centro de Betim junto à gangue. Eram belé, Geilson, Arranca e Zeizinho. Os xodós do professor. Fora até campinas e de lá a São Paulo. O que contam é grave demais ao relato…” A semelhança é rara…

TEMPORADA 21. A temporada de 2021 começa com fato interessante. Depois de boa participação de Geilson, chamou seu irmão, Dionísio, para atracá-lo como centro avante. Aquele foi recuado ao meio. Arranca Toco e belé foram presos por porte de drogas. Disporia de ambos apenas em meados do semestre. A necessidade era de um novo volante e um segundo. Trouxeram o são paulino Jean e o outro Richarlyson que já alcançavam certa idade sem perderem a forma física. Nos tempos de hoje, o jogador demora mais a se aposentar. Três novos times havia sorteados. Boca Juniors, Jaguares e Jorge Wilsterman. Palmeiras e São Paulo subiram e naquele ano disputaram os mais emocionantes jogos de todo século. 3 a 0 Palmeiras, 4 a 0 São Paulo e dois empates que juntos somaram 22 gols. O Santa não sentiu muita dificuldade, mas a falta de belé e o veteranismo de Richarlyson não contribuíram para a copinha. Foram eliminados com dois empates sem gols, aos pênaltis do Velez Salersfield que aquele ano levantaria a taça e ascenderia a Liga B. Santos e São Paulo levariam os primeiro e segundo lugar, foram a WEFA. São Paulo conheceu o Camp Nou, mas caiu. Com a concentração máxima neste campeonato, não conseguiria se equilibrar na Liga principal. Foi rebaixado, teria Verdão no outro ano. Para os cruzados, a vida era outra. A necessidade era a ascensão, mas não seria tal cedo qual difícil. Com o retorno de Arranca e belé, as coisas mudaram. O problema é que não puderam jogar quatro jogos muito importantes. O Santa terminou em quarto. Não houve decepção. Aconteceu que Alex fora convocado a treinar as divisões de base no brasileirão que estava na metade. Era importante manter a equipe na quarta divisão. Fez o que há tempos ninguém faria: chamou seus comandados do Usama que jogaram o futebol mais bonito já visto nos Aflitos. O Santa, que não via a terceirona há trinta anos subiu. A vontade era esquecer Usama. Alex então chamou seu grande amigo da arte, Humboldt. Juntos, Alexander, Van e Humboldt teriam o objetivo de ao longo dos próximos quatro anos levarem o Santa pra WEFA e primeira divisão da liga nacional. Conseguiriam? O interessante é que se formou, portanto três equipes, cada qual com seu reserva. As más línguas acusam Van e Humboldt de praticarem escravatura com os garotos. Alex, inteligente, escapou de qualquer divergência. Teriam outros motivos para chamá-lo mal caráter. Diziam já desde a final contra o Velez, que o professor pregava a violência, alem de tratar com drogas questões desportivas. Maconheiro e cherador, chegou a ter comandados sob comando do Comando. Não se importava. Cada qual que era expulso jogava o próximo jogo em outra divisão ou liga. No meio da temporada estava claro, conseguiria ambas as taças. Ivanov, que se tornara exímio batedor de faltas e repositor de bolas, eleva-se capitão. O clube passou ano e meio sem trocar um tostão dos cofres, apenas arrecadou. Em 23, estavam na segunda divisão e na Liga principal. No auge. “Nosso objetivo, por um lado, é muito maior e completo. O Santa Cruz, guardem minhas palavras ascenderá ao mais alto calão no ranking dessa FIFA que vocês acreditam decidir algo. Paraguai, campeão 2014!” Foi preso. Só retornaria em 2023 para treinar sua equipe na Liga B. Van e Humboldt não estariam. Morreram num pedágio a caminho dos Aflitos. Metralhados…

OS MESES NA PRISÃO. não chamariam de difíceis, bastante suportável. Por aquele tempo, todo cidadão já havia passado por algum tipo de estabelecimento correcional. Era corriqueiro. Seis meses a vinte anos de uma vida de talvez 130 eram passados em lugares do tipo. Para mente, corpo ou sociedade. Mesmo que, a população tão aumentada não agüentaria o boom inflacionário da economia imobiliária devido ao aumento de cinqüenta anos na expectativa de vida. Os que tiveram o fortúnio de não se encarcerarem até os 90, poderiam ter a certeza que viveriam os próximos quarenta enjaulado. A Commonwealth sino-britânica chega a impor a lei do livre arbítrio. Aos noventa, o senhor(a) é convocado a se explicar do motivo de sua longa vida e o quanto ainda pretendia manter-se como fardo social. Estabelece-se uma data e o veterano meliante é mandado à torre, passar seus últimos anos só. É lhe imposto o dever de escrever memórias que seriam lidas atentamente no dia da eutanásia e armazenada em uma biblioteca virtual de acesso global. Quanto maior a bagagem intelectual, mais anos eram dados como imposição, no caso, aos velhos intelectuais. Laura de Melo e Souza e Vera Ferlini – historiadoras brasileiras de renome -, que se exilaram com a guerra, reza a lenda morreram aos 190, idade bíblica. Poucos leram suas memórias já esquecidas, apesar de relevantes. O que de fato pesou no coração Alexandrino fora a falta de seus bons amigos, vitimados. Mas era momento crucial, de trabalhar. Às largas custas, formou um time vencedor. Ivanov. Vanderlei, Henrique, Esquerdinha e, na direita, Reaça; Juninho Toró, Arranca Toco e belé; Dionísio, Geilson e Leilo. Tal time a tudo ganhou. Os reservas eram aqueles de 2021 a 23. Zeizinho, Duarte, Coelho, Martinho e Sá; no meio, Fezinho, Troça Toco, Arstiga e firmé; Gleylson – irmão de Geilson – e André, o mesmo. Eram duas equipes titulares, mais alguns reservas sub 17 que sabiam fazer seu trabalho. Um deles, Tininho, fez História ao decidir as três taças ao cruzeiro tricolor. Rápido, conduziu, em cada um, os dois contra ataques que viraram a final da WEFA, semi da Copa e último jogo da Liga. Tríplice coroa! Foi um ano de muita alegria o que é bom, pois a tristeza dos dois anos que adviriam talvez anulassem tais lágrimas de amor. De sangue foram os anos de 2024 e 2025. Cabe um capítulo a cada. O posterior será amenizado pelo lado romântico, que não deve ser desviado para aumento do público leitor. Chegamos ao Meio do livro. Ou será?

2024, A FARSA DE 29. Entrevista coletiva, vestiário Santa Cruz, Aflitos, Santa, 5, Universidad Catolica, 2, 29/07/2024. Trevor – sou um técnico de crise. É meu trabalho. Melhor, aplaco a má sorte, quando a farsa atinge a tragédia da vida. Meu trabalho é o soerguimento. O fim dele é o topo, seja com qual time for. A ‘má sorte’ desta Santa eram mais de trinta anos, mas não havia professor pra aplacar a onda de azar dos próximos três. O leitor bem informado saberá bem dizer aquele que conseguiu tal aplaco aqui no Brasil, o mesmo de princípios do século. Passara vinte anos em férias. Mas, é assunto pra quatro capítulos em frente. Por ora, a má fortuna de 24. Foram décadas atrasadas às catástrofes por engenhosas mirabulanças keynesianas. Possível impedir que caia no colo de um ou outro, difícil é segurar que caia. E pior é quando não cai no colo de ninguém. Foi o que ocorreu em 24. Pela primeira vez, um ciclo descendente de Kondratiev não acusa nada. Não há culpados pela crise de 2024, apenas a culpa. Foi por esse tempo que o mundo adotou as medidas sino britânicas a respeito dos velhinhos. Aqui e alhures. O efeito colateral de tal antídoto é desconhecido. Não saberemos em muito tempo o que enriqueceu com o método “memorigráfico”. Sabe-se que algo se consolidou naquele ano. Conhece aquela velha frase que tantos usam e desusam: ‘no meu tempo, os idosos eram tratados com respeito’? Se há um momento na História em que essa sentença se verifica é a partir de 24. Claro que com os estudos posteriores em cima das memórias talvez possamos reviver essa atenção para com a melhor idade. Ou talvez, culto à morte. Todavia, a escravização dos velhinhos, apropriados pelo Capital Cultural foi fenômeno abissal desses anos de 2020´s. Enquanto isso, alguns países sentiam falta de seus jovens. Daí as guerras desproporcionais. A Itália, que passara quarenta anos com crescimento vegetativo negativo, sucumbiu à força e legitimidade do Alcorão e da Justiça. O mesmo com tantos outros, especialmente do norte europeu, o Báltico e as ilhas em redor. A Alemanha fagocitou a maioria. Ao restante, fora cortado comércio com o continente. Restou a pirataria, o que alguns chamariam de neo viking. Sobraria, é claro para França e as ilhas inglesas. À primeira, está reservado o próximo capítulo. Mas os ingleses, ah, os ingleses! Rei Henry IX e a esposa, não importa o nome. Dizem que, quando era apenas Harry, era levado a travessuras. Lembrava aquele antecessor, o V, que livrou a França do julgo francês. Harry tinha seu próprio Falstaff que, aliás, assim o chamava. William perdeu cedo a cabeça. Não suportou a morte conjunta de avó e pai, ao lado do recente vício adquirido pela cônjuge por balas de menta. Sofrendo de ulceras, a Rainha passou a remédios fortes. Alguns comentam do médico real que receitou doses anormais a tão graciosa majestade. Não ao acaso, tal doutor era da turma de Harry e Falstaff. Sua majestade real não suportou. William por outro lado acordou naquele dia. Sabia que tinha muito que fazer. Convocou os ministros e contou sua ideia sobre a sobra que assolava a humanidade. Para seu espanto, já possuíam planos. Na sala, a ausência presente do irmão. A comonwealth era ideia do próprio. William perdeu a cabeça. Na solidão da alcova, eis Henry. Foi a última gota da doçura Windsor. Henry era Orange! Mas, nada explica as causas de 24, olhando às consequências. O pacto Sino britânico fora a solução do vazio de poder deixado pela destituição do império ianque e a retomada do processo revolucionário na América Latina e África. Além das invasões bárbaras. Não é questão se fora boa ou ruim, fora. Às causas. O crescimento do comércio latino americano com a costa pacífica cria um vínculo – especialmente ao longo da era Lula – infra-estrutural com os blocos econômicos asiáticos. O evento de conjuntura que desencadeou a crise de 14 acabava de ser sentido. Não havia espaço para marolas. Com o afogamento econômico argentino sobreveio o colapso do Cone Sul. As forças se rearranjaram em torno do bloco Venezuela-Bolívia-Paraguai, a tríplice aliança e Brasil-Suriname-Uruguai, a entente. O Chile, por ora, sentia-se o Estado mais poderoso existente. E, no fundo, o era. Sem pensar nos atribulos armamentistas, mas ainda sim os produzindo, a economia chilena, que engolfou a argentina e boa parte da uruguaia, toma conta dos exercícios de troca do que era o bloco com a Ásia pacífica. Ao mesmo, comerciava armas com ambas as partes beligerantes. O resultado fora devastador.

2025, A FARSA DE 31. A economia chilena, mesmo patagônica – talvez, sobretudo por tanto -, não aguentou a demanda. Fora forçada a escolher um lado. Preferiu o brasileiro pela aproximação do Uruguai e pela felicidade que causara o inundamento porteño. A mesa virou e a Entente passou a ofensiva. México e Colômbia finalmente se sentiram à vontade a se colocar. O conflito não perdurou. Por outro lado, do outro do Atlântico, a França era destroçada. O único Estado que não se prestou a saquear Paris fora o prussiano. Por algo a trégua de 1950 a 2014 serviu. Quando do surgimento dos neo-vikings nórdicos, o Estado estava esfacelado. O novo governo, forte em sua natureza tirânica, encastelou em meados da velha rota de champagne, com acesso a pequeno contorno nos Alpes. Os francos se tornaram homens das montanhas. Eternos fugitivos, foragidos dentre bárbaros e islamitas. A Itália, como já dito, há dez anos estava tomada. Na France pètit, forma-se um governo com ambições de grandeza. O retorno ao território vital da civilização. Poucos foram capazes de cruzar tal fronteira, transformando os Alpes e Pireneus em verdadeira barreira. O continente europeu estava novamente fechado. Apenas o leste, Russo e Prússio, e o Oeste, Sino britânico parcialmente aberto. Mas, a bomba veio dos Aflitos. Trevor Alexander, tri campeão mundial pelo gigante Santa Cruz, deixaria a equipe no fim da temporada. “Sinto que se fosse um espantalho, diferença não faria. Eles sabem o que fazem, até comandam as trocas, eu só aceno. Voltei a beber, preciso de outra aventura”. Depois de tal declaração, foi demitido, mas, a desonra do alto calão não calou a louvação da plebe. Contaríamos milhões, se possível, reunidas no marco zero, cantando ao poderoso Trevor. Maior que qualquer carnaval. Por meia década, o gigante Cruzeiro Tricolor do Norte foi o maior time do século XXI. Mas, a beleza do futebol é a entrega do bastão, tão violenta e aguerrida quanto o presente de um carrinho. A er’Alex, como chamavam, foi o renascer do Nova República. O Estado de Alagoas foi presenteado com a História de Pernambuco. Tornou-se um centro de migração, coisa que sempre fora, mas no sentido contrário. O neo-feudalismo europeu e o pós-fascismo franco, aliado à destruição de Flandres, Itália e Balcãs trouxeram levas intermináveis de carne branca aos portos de Santos e Aflitos. Foi um ano bom para nós. A economia progrediu, parecia que 2024 era apenas a marola do tsunami chinês e europeu. Com a imigração em massa e os narcodólares infiltrados no Capital do Futebol, aliado à aliança chilena, colocaram o Novo Brasil de volta no globo. E nunca fora bobo. Claro, todos imaginavam quem seria o herói nacional. Por certo, o leitor atento a notícias e previsões. Luis Lula orquestrou com brilhantina o vôo fênix da Nova República. Morreria no poder, mas não cabe concordar disso agora. As cidades de Aflitos, Belo Horizonte e Santos tornaram-se os pólos de poder e riqueza do país. Naquele ano, foram firmados os tratados de Sete Lagoas e Três Corações com, respectivamente, Bolívia e Venezuela. Em Itaipu, depois de concordarem a reconstrução da barragem, assinaram e apertaram. Bom que os chilenos já haviam salgado todo território de e em torno de Buenos Aires, nada podendo lá ser reconstruído ou replantado. Mas, crescimento econômico não é paz na terra…

ALEXANDRA. Ora, se acalma. Necessário explicar o papel de uma heroína numa presente narrativa. Esta representaria o choque presencial, intelectual e carnal, com o herói. Esta se o assemelha e completa, mas também é espelho às qualidades e virtudes. A verdade, é que, ao avistar-se no espectro, um adjetivo pode muito bem se desqualificar. A se ver muito bonito, torna-se narcísico; imponente, vaidoso. Foi o que de certa arruinou o pobre Alexander, sofrido por natureza kievana-moscovita. Era 2026 quando conheceu Alexandra. Estava em busca de emprego. Havia descido de bici até a cidade alta. Pressentia sucesso. De certa, obteve. Demoraria três anos pra assumir a direção do Bahia, mas, em meio tempo, obteve sucesso em mais dois gigantes. À frente de Internacional, conquistou a quarta WEFA e elevou o Botafogo campeão invicto no Usama. Desvencilhou-se da estrela solitária por conta das multidões baianas. 2030. Será deixado para pouco adiante esses três anos, devido à introdução precoce do assunto ligado à heroína. O motivo, claro, é o excessivo sangue e política, nocivos frente ao espírito feminino, notavelmente mais letrado que o masculino. O fato é que a História é como a gente que é como o Sol, não nasce nem morre só sai do campo de visão normal. Acredite ou não, isso é independente. Paciência é a sapiência do espírito. Naquele ano de 2031, casou-se. Estavam quatro anos e um mês de namoricos, traições e desentendimentos. Passaram a temporada colorada separados, mas não resistiu Ale a um ano passado no Rio dirigindo o fogão. Foi um período fogoso. Mas também de extremo fair play. A estrela solitária passou série invicta e sem nenhum vermelho ou penal marcado contra. A segurança da bola ultrapassava os 60% todas as partidas seja qual fosse a competição ou não. Não eram grandes marcadores, mas lembremos de que Trevor não estava mais no auge da forma física sexual. Compreensível. Contava quarenta anos quando assumiu o time de massas baiano e a mão alexandrina. A princípio, viveram muito bem. Ela gostava de trabalhar e passava tempos fora. Trevor costumava treina-los à noite e tarde. Durante a manhã, arrumava a casa e fazia o almoço para mulher. Fazia questão de, no intervalo entre 17.30 e 19h, jantar com a esposa que sempre o admirava com novos galanteios à comida ou comensalidade. Não nos cabe revelar a primeira destas frases, pois, tão comum, nem nos lembraríamos. Mas, ao longo dessa narrativa futurista será apresentada uma ou outra pílula da crítica gastronômica da Sra. Trevor Alexander. “Algo sorumbático esse molho de alcaparras. Deixar-nos-ia mais incrustados um tanto de ervilhas. Ou um naco de torresmos?”. Por bem, Ale era uma mulher bonita. Todavia, não eram os olhos alvos ou a pele macia que enrubesciam, mas o sentido que lhes dava. Falava com a naturalidade dos oradores antigos. Tinha pouco estudo, mas conhecia o mundo. Possuía um filho por cada continente. Hoje todos de forma ou outra fazem parte do novo concerto internacional. Um aqui, outro, alhures. As revoluções, guerras, guerrilhas. O século XXI atravessava a pobre Alexandra Alexander, partira qual bala. Necessário pingar uns is. “Pouco filantrópica sua escolha de temperos”. Com ares de constante julgamento, Alexander nunca admitia uma palavra em falso. Ambos. Mas, a Senhora era brutal em argumentos e invectivas. Qual guerra derrotava todos e quaisquer argumentos. Tolos, diria. Não se aproveitava de quebras ou interstícios. Criava-os. Se Trevor era mestre na digressão, Alexandra o era na consecução. Por tal, tão bem se deram. Completavam. “Goiabada e queijo não mais se inferem quanto no pretérito”. Por vezes, era mais fria que distante. Ou mais calorosa que próxima. Não se importava. O que diziam as costas ou por frente era indiferente. Por tal, tanta abertura em fala e gestos. Não encobria seu excessivo desacato, mesmo que envolto em certo galanteio. Era bonita, isso deveras. Perturbava por vezes a forma como notavam a falta de roupas de baixo. Era uma pessoa livre. Não se prendia a sapatos, calcinhas, ou meias. Mesmo na sujeira. Verdade é que o fato excitava sexual e intelectualmente o jovem quarentão. Via-a com certo desapego à vida, algo que talvez chamasse liberdade de espírito. Talvez, não, deveras, de fato o disse certa ocasião. Ela gracejou. “Tens tu, amigo, espírito de leopardo. Sabes correr, seja para amar, caçar ou fugir”. Buscou não entender. Amava-a, disso não necessita compreensão. Sentia-se jovem perto dela. Não que fosse velha. Madura. Quase azeda. Como fruto esquecido, por tudo opinião teria, menos da própria vida que busca esquecer. Afinal, são os esquecidos os que mais perduram. Como nós, animais que deixamos de servir de caça e vivemos até a inutilidade biológica só utilizada pelos mais putrefos, antigos e necessários seres da ecoesfera. Estavam longe de tal, ambos. Mas talvez, em certo domínio de nossa narrativa, se tivessem o poder de escolha – como não? – estariam mais próximos. Por ora, estamos em princípio, aqueles primeiros sete anos de casamento em que se é feliz por viver e compartilhar. 2037, mesmo ano, não ao acaso, em que se encerra a direção do notável Bahia com o futebol mais perigoso, violento e objetivo de todos os tempos. Alex se orgulhava de seu Bahia, mas o mundo afora, ancorado no Quarto Poder, destruiria a imagem de Trevor Alexander. Fomentador de brigas, congratulador a infrações, bajulador de molecões, além de enfiado napa adentro no sujo negócio de narcóticos. Não demoraria a surgir denúncias de traições, abusos, estupros e violência doméstica. Alguns diriam que são aproveitadores do mal momento do rapaz, outros não sabem. O que sim é que, com o Bahia, novamente Trevor conquistou a Tríplice Coroa e um tri mundial, mais os campeonatos nacionais, ligas e copas. 15 títulos em sete anos. Títulos a sangue, na peixeira! “Um tanto obtusa sua escolha de verdes. Arbitrário seu molho de iogurte. Fascista o leitão. Graciosa a maçã na boca”. Se não podemos contar-vos a primeira, eis que leram: a última. Trevor escreveu num guardanapo que jamais usaria para limpar os lábios. Dizem que fora cremado com o tal. Já havia chamado às batatas de fascistas, o leitão de fisiocrata e o excesso de alho obtuso, mas nunca a maçã graciosa. Depois do Bahia, dois fracassos: Atlético Mineiro e Grêmio. Com os sulistas, passou sete jogos sem perder ou tomar gol. Quando do primeiro, deslanchou outros tantos. Seis derrotas. Demitiu-se antes de consagrar quinto lugar e, por tal, passivo de sorteio por ser o terceiro ano seguido de participação no torneio. Seis meses depois, Atlético de Minas, atual distrito federal, e curta fase na base do Cruzeiro no nacional. Não vale a tinta para o retrato… Estava em baixa ou, como diria, em má sorte. Mas não havia, todavia alguém, qual ele, torcendo ao seu lado, dirigindo-lhe a vida como se fora de sua equipa.

FÉRIAS. Alexander resolveu aproveitar-se da paz e prosperidade econômica. Percebeu que o único capaz de levantar quaisquer era ele mesmo, incluindo o próprio. Pegou sua bicicleta. Por um momento pensou em Alexandra: “a diferença entre equinos e bikes é que os primeiros se alimentam daí os próximos se denominarem ‘magrelas’”. Viajaria por todo continente e, por lá ou cá, apreenderia seu destino. Era momento de decidi-lo Foi-se seis meses pelo cone sul, um ano em Bolívia, Paraguai, Cuzco, antigo Peru ou Lima que estava destruída, e Equador – aliado venezuelano. Era o bloco de Chávez e Morales. Por mais um ano Guianas e Suriname e terminou Paradiso. Manaus. Muito se decidiria por alhures. Por tanto se deve desculpar a duração do presente capítulo. 2037. A paz se mostraria curta e dura. O conflito que muito já aguardavam de fato se fazia em preces para seu princípio. Alex aproveitou a calmaria antes da tormenta. Com sorte, veria passar ao longe com suas nuvens carregadas. Estava em Uruguaiana, fronteira tríplice, Uruguai, Chile e Paraguai. Preparava-se para seguir tomando seu café e arrumando a magrela, chamava-a Helena e considerava-a sua cativa e esposa. Talvez, Menelau a buscasse. Lia as notícias. Havia se comprometido, a cada dois meses ou um, em ler os periódicos de três situações políticas diversas. Era cinco de junho de 2037, nove da manhã. Fazia muito frio. Acorrentou as rodas da bike para aguentar o gelo e seguiu refletindo o globo. Novamente, Kiev e Varsóvia – aliada prussiana – eram notícias. Grejnov e Gluntsky, respectivos chefes de Estado haviam batido boca em plenário. A questão parecia ser da passagem do Mar Negro ao asiático. O Adriático há tempos havia se fechado. Era importante o Grão Ducado manter-se firme em sua oposição estratégica. Era o mais poderoso, ao lado da Grã Bretanha. Possuía em mãos a chave mestra para o Leste. Assim como ingleses possuíam ao Oeste e chineses ao mundo. Cento e vinte anos depois, parecia que a Revolução eclodiria novamente ao Leste. Clévix, por tão, surgiu. Era franco, do Norte, fugido das invasões nórdicas. Juntou-se a um amigo inglês que por muito vivera em China, Trevor Alex. Não confundam os nomes. O herói é estórico. Outro, Histórico. Nenhum, estóico. Foi um movimento rápido. Desta vez, os neo-bolcheviques queriam a guerra. A população em geral também. O vazio de poder, dado pelas conversações com Gluntsky deram a oportunidade. Grejnov voltaria sem nada saber. Entrando no Palácio, seria fortificado. Nunca mais o veriam. Tampouco os filhos… Eis que surgem Glasnost e seu irmão Perestroika, nascidos em 1987, gêmeos. Dizem que o primeiro salvou o segundo em um acidente nos Urais em 1997. Ou seria o contrário? A História Oral desmente os periódicos locais e vice e versa. De ambos, cabe mais os últimos anos do presente capítulo. Volta ao herói. Estava em Rio Gallegos quando do alento revolucionário. Parou e estudou. Foram dois meses de reflexão e produção manuscrita. Parte perdeu-se no caminho. Levi encontrou e publicou com seu nome. Alex não se importava. Se fosse a maneira de democratizar sua mente, pois sim. Passou a virada de ano em Ushuaia, cruzando a antiga fronteira chilena. Faziam 30 graus negativos e dormia em uma barraca. Não tinha de que reclamar. Ao menos, aqui não era escrachado, nem temia pela vida. Ficaria até junho de 2038 por lá se atualizando. De lá seguiu a Valdivia e Santiago. Foram três semanas de pedalagem. Naquele ano, Glasnost, o transparente, qual Abel, mortalizou o jovem Perestroika, o aberto. Tomou conta do processo. Alex já se encontrava em Calama quando do ocorrido. Foi em Tiwanaco, capital do Império, que soube da notícia. Nas ruínas, transformadas em Shopping, Alex parou, lendo a chamadas e tweets. Bestializado, foi a La Paz. A altitude dificultava a pressa. Mas, chegado a El Alto, a descida acalmou. A cidade estava diferente desde a última, em 2010. Fora com a primeira namorada, Helena. Era bonita, a cidade digo. Ambas, reforço. Modernizara, mantendo o estóico de longa duração. El Alto tornara-se importante entorno militarizado. Era sinistro passar. Evo era receptivo no Facebook. 2039. Como esperado, os prússios e polacos se aproveitaram. Kievanos tiveram de se retirar aos Balcãs e de lá ao Negro. Assim iriam por toda primavera, outono e verão. No inverno estavam por trás de Moscow. Fazia frio. Não existia nada entre Polônia e os montes Urais. Apenas artilharia antiaérea e, claro, o arsenal atômico. Foram quatro meses difíceis. Já era 2040. 2040. Já estava em Paradiso. Conheceu então o Ferroviário. Seu mote, ‘nem guerra entre torcidas, nem paz entre as classes’. Adentrou como assistente no Nacional do Grão Pará. Em dois anos, estava no Usama. Foi bom o ano de 2042. Ao menos a alguém.

DESTINO. Foi no Grão Pará que se encontrou e adentrou o mais profundo de seu corpo e mente: a alma, diria. Em 2043, conheceu uma boliviana-canadense-sino-acreana. Seu nome, Mianmar. Era familiar. Quando perguntada, dizia que era um Estado antigo que não mais existia. Havia sido engolido, engolfado pelas águas monçônicas. O século XXI também tem seus mitos e mitologias. Eis Atlântis. Ale chamava-a Atlântis, a sereia saída do mar. Gracejava. De certo, o carinho de Mianmar não substituía o amor de Alexandra. Mas, sabia que, por ora, devia contentar-se. Ademais, o Ferroviário jogaria o famigerado Usama naquele ano. No anterior, terminara em terceiro com boa campanha na Copa. Para aquele ano, traria reforços próprios. Jogadores que, no auge, aceitaram por graça. Receberiam por titulo conquistado. Como sabiam que Trevor era sinônimo de Taça, não discutiram. Estavam felizes em Paradiso. Geilson, Arranca, belé e Zeizinho. A gangue dos velhos e bons tempos… Em Paradiso, tudo era permitido. Não ousariam contestar no Maranhão o uso excessivo da cannabis, por exemplo. Nem no Acre, cocaína ou ayuhasca. Cabe uma palavra. O daime torna-se religião massificada e predominante no antigo Estado do Grão Pará. Até o Rei – era monarquista o regime – tomava o chá todas as semanas. Sentiu-se em casa. Levou o Ferroviário à WEFA em 2045. Paradiso estava no mapa. Já estava, mas pelos motivos errados, o tecno brega. A guerra, no auge. Perdurariam três anos. Em meio tempo, outra tríplice e mais duas taças, supercopa e liga. Estava de volta. Em 47, a América entrou. EUA, México e Canadá chinês se uniram contra prussianos. Com o tempo, os americanos conseguiram recuperar parte de seu território para o Leste. Philadelfia estava em ruínas. As treze colônias foram reconstruídas. Até 68, conseguiriam retornar ao Pacífico. Mas, isso é para outro livro. Chamaria reConquista do Oeste e Canadá. A Commonwealth retraiu-se nos próximos quarenta anos para Oceania e Europa. Investiriam na África por Zanzibar. Acordaram com a língua portuguesa. Eles teriam o Mapa Rosa. Por esse tempo, o destino da humanidade parecia traçado para o século XXII, ou mesmo, a História já era interpretada. Marxistas do XXI, futuristas e Niilista Anarquistas eram novamente considerados… o ano era 2048. Em 50, Alex retornaria a São Paulo. Dirigiria o Palestra, último reduto italiano de quase todo o mundo – já que Itália, EUA e Argentina ainda estavam afundados. Ficaria no Arena por vinte anos, até sua morte. A contagem de títulos beira o infinito. Era o campeão do XXI. Em 2050, a Copa seria em Paradiso e, a final, Grão-Pará e Brasil. Por fim, venceríamos…

ESTILO APÊNDICE: AQUELES TRÊS ANOS. Falarei a real contigo agora, leitor. Sinto-me obrigado a dar-lhe uma geral, já que sei tua opinativa da primeira Era Lula. Ouça-me, sobre a segunda. Emprestai teus ouvidos por mais dez minutos apenas e prometo, à leitriz, que darei uma canja para completar o caldo de feijão de Alexander e Alexandra. Seriam toucinhos? Primeiro, o secundário, a chamada Segunda Era Lula. Luis da Silva, o Lulinha paz e amor, lá por 2026, se compadece com o estado dos estadunidenses. Congratulada a paz com os vizinhos e reerguidas as bases do MERCOSUL, o presidente acena auxílio aos americanos. Acena tampouco auxílio a argentinos refugiados que buscam reconstruir a terra prometida. Nosso tinha já retomado sua posição e não engoliria desaforos de chilecos. A médio longo prazo, Lulinha acertou. A Europa a torto e direito foi pacificada. França, Itália/Ibéria, neo Vikings e, principal, Warsow X Kiev. Vejamos, portanto, tu que não és esperto suficiente para já ter sacado. Parafraseio, a História é circular e se repete por menos uma vez. Isso já dizia Hegel. Esqueceu-se, ora, de confirmar: a primeira como tragédia, a segunda, farsa. O longo século XXI renasceu como aquele velho XIX e, mirando adiante, o XXII talvez se assemelhasse ao XX e, assim por diante. Para mim, que ganho com a escrita, são pelo menos mais dois ou três livros que posso consagrar apenas com esta mísera ideia. Agradecimentos a Carlos Marx. Cheguemos ao principal. Por princípio, deliciei-vos com uma pérola da comunicação e marketing dos anos 2010´s, especialmente entre 14 e 18. Por tanto, ao principal, Alexs e esses turbulentos anos de conhecimentos e burlas. São três até a convocação à seleção baiana, em 30 – ano em que celebraram seu amor diante de d.e.u.s., o sistema online de burocracia estatal. Tentarei contar de cada ano, no explorar de um dia, talvez bastante ou o bastante para satisfazer as curiosidades das madames. 25/10/2027. Era uma tarde tranquila. Ao menos o entardecer demonstrava. O humor, suave, era daquele de dias fastios, de dores e embaraços. Poucos esquecem a primeira briga. Ao menos, naqueles primeiros meses de namoricos. Quando se percebe que, mesmo vívido, o coração unido pode estar moribundo. Como goiabada e queijo ainda era prato que entretinha, conseguiram escaramuçar facilmente de tal desalento. “Feijão e toucinho são ideais nas combinações invernais”. Alexandra era mais meiga naqueles tempos. Movida por amor ao fato decorrido, transpirava em busca de ósculos de respeito e admiração, não carinho. Seus filhos eram muito conectados. Mantinham-na informada de movimentos e ações. Faziam tudo de modo a despistar informantes. Houve um momento em que Alex fora submetida à tortura e cativeiro por quatro anos inteiros. Daí, o Brasil. Estava cá desde 2023, reascenção do presidente. Entusiasmou-se com o evento. Os que pouco sabem das coisas ditas entrelinhas, me perguntariam, e Dilma? Pobre tola. 2012. Temer subiu e, com popularidade muito abaixo do esperado, cedeu a Andrés em meados de 2014, no fim da crise da Copa e princípio do colapso da América Latina. Afortunados, nem Dilma nem Lula veriam o desastre. Lula, pensou, nunca mais seria requisitado. Quando soube que o Fielzão não poderia abrir a Copa, desistiu. Estava nalgum lado entre Rochosas e Pirineus. Não era Brasil, isso definitivo. Mas poucos sabem onde. Foi assim por vinte anos. Tempo de a marola passar… Em Bahia, catou emprego no clube de massas tricolor. Era 2024. Quando conheceu Alex, contava já com seus quarenta e tantos, mas certa jovialidade intelectual. A pele permanecia macia, exceção aos pés de galinha que Trevor curtia. Sorriam os olhos junto aos lábios. Gostava de ouvir e Alexandra falava com todos os sentidos e órgãos. Difícil não admirar. Avermelhada e acinzentada, dependendo do humor ou inflexão, era Linda. Não tão alta quanto magra. Baixa, portanto. Era jovem nos olhos e vontade. Trouxe a Alex o que tanto precisava: um espelho. Por muito, tal imagem espectral apenas reergueu Trevor, retomou a linha e retrilhou o caminho da vitória. Não demorou. Recebeu telefonema de um sócio-torcedor colorado. Queriam sua presença. Foi, mas Ale não acompanharia. Eram milhares de pessoas na reunião de sua admissão. A democracia havia atingido as bases do Clube Internacional gaúcho. Não estavam mais exatamente em Porto Alegre. Acordaram com uruguaios que treinariam e jogariam lá, dividindo lucros e glórias. Mas participaria do campeonato nacional brasileiro e seus jogadores considerados atuantes no Brasil. Aceitaram. A FIFA também. Eram tempos em que o Brasil conseguia tudo de Ricardo Teixeira, atual presidente. Foram cinco dias de discussão. Alexander era advogado de si. Não tinha ninguém a seu lado. Sua vida destrinchada e devorada. Foi que percebeu. Não estava sendo questionado, mas testado. Não havia concorrentes. A história colorada já fora brevemente colocada. Voltará em momento mais emocionante. Por ora, saibam que, neste ano de 2027, Trevor levou o Inter à competição desejada. Já estava na Liga B. Venceu e partiria à WEFA ano seguinte. Importante voltar à questão, o dia 26/10. Dia seguinte, o Colorado enfrentaria seu rival arque, Grêmio que se transferira a Florianópolis, capital de foragidos portenhos. Se encontrariam em Santa Maria. Alexandra estava ansiosa. Sempre ouvira muito daquele GreNal. Temia, mas também esperava presenciar algo como uma porrada. Acostumada a ler na proximidade dos filhos, nunca vira o sangue nas ruas. Apenas o próprio, nos calabouços da Interpol. Não pensava mais nisso. Trevor chegou cansado do treinamento. Enfastiou-se num miojo e mal beijou a mulher. Eram 15 horas. Deu o resto do dia de folga. Viajariam as oito da manhã a Santa Maria. Para o professor, a cidade era de bom tamanho. Sentia que o nome lhe traria boa sorte. De sorte, lhe trazia boas lembranças. Extensões que vagam de sentido em sentido em direção ao passado, ao (re)conhecido. Era contente com sua moça, mas ansiava pela manhã. Não seria perdoado da derrota. Era sua primeira experiência no Sul do país, inda mais depois de tantos distúrbios e desordens. Temia, mas rezava. Por Sant’Ana. Pulemos duas horas. Não estamos mais aqui para ver sangue ou injúrias. Este apêndice serve a conclusões contentes e explanações bem humoradas. Travestido de um dos três sentidos dado à velocidade do Leopardo, Alexander fugiu. Não aguentava. Foi ao hotel onde os jovens se concentravam. Ficou. Fumava um cigarro. Não quiseram incomodá-lo. Alexandra não se importou. Não se incomodava em atrapalhar os outros, fosse em momento de afetação, curtição ou reflexão. Já não tinha idade pra isso. Poderia morrer a qualquer dia. Que soubessem tudo o que pensasse. Todos gostam do fim de uma briga. Até tu, leitora enfadonha. 25/11/2028. Pior. Alex havia traído. Estava só, sozinho. Mais solitário que um paulistano. Apenas ao telegrama, de Aracaju, sentiu-se feliz. Era Alex. Acordou com uma vontade de mandar flores ao delegado. De desejar bom dia. Queria. Dizer. Alex nunca soube. A ambiguidade permaneceu. O amor, por quanto. Quanta fé, desespero e desalento mantem dois amores unidos, mantidos à base de coito bem realizado ou acomodação rasteira. A mentira, embasada em má-fé e excessiva falta de caráter, manteve o casal por aqueles três anos. Fariam as pazes no Rio de Janeiro, naquele fogoso ano. Quero ser seu… 28/12/2029. Por vez, era Alex. Não adianta turbinar ainda as lágrimas de pobres senhoras que só queriam algo a ler numa congestão intestinal. Viveram felizes por um tempo. Já sabem como terminou e não vale muito a reflexão. “Tinhoso o molho” Ah, sim, esqueci-me a lembrança da primeira crítica gastronômica na noiva, futura Alexandra Alexander. A moça evoluiria nos próximos oito anos. Falemos da entrada de Trevor no formoso Bahia. Era um time até que bem formado. Trouxe uma qualidade ofensiva e veloz que poucos viram naquele século. Entrara pela porta dos fundos. Quando a torcida o vira em campo, delírio. Todos lembravam daquele marco zero, palco de glórias e sangue desta década que chegava ao fim. Com apoio legitimado a princípio, Alex levou um semestre para colocar o Bahia na Liga B e mais uma temporada para a WEFA que conquistou com a tríplice coroa no ano de 2032. O RESTO É HISTÓRIA.

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