Ariel Pires de Almeida

Formação do Brasil Contemporâneo – 1936

In Uncategorized on 22/08/2009 at 00:11

mapa do Brasil - Chile

Caio Prado Jr desenvolve o raciocínio de seu livro, Formação do Brasil Contemporâneo (1933), baseando-se na idéia que toda civilização, por plural que seja, possui um sentido cujo conhecimento pode ser tido a posteriori e por uma análise metodológica com fundamentos marxistas. O central para Caio Prado Jr é a idéia de divisão internacional do trabalho e o sentido de nossa formação é a inserção nessa estrutura de proveniência européia. O momento originário seria quando os elementos brancos, munidos do preto, se implantariam nessas terras. Nesse sentido, será esse elemento que trará consigo o sentido que orientará a construção de nossa nacionalidade.

Isso se implantará em toda América, porém por elementos distintos da ‘raça’ branca. Os anglo-saxões, protestantes, direcionados ao liberalismo e diante de uma terra temperada – parecida com a natal – organizaram um povoamento não direcionado pela metrópole que desenvolverá uma pluriculturalidade da produção agrícola a partir de pequenas propriedades. O elemento colonizador é o puritano fugido das perseguições religiosas e políticas, em busca do sonho de construir a Nova Inglaterra. Ao mesmo tempo, nas partes tropicais da América do Norte criará um sistema que se assemelha em termos de modo de produção ao da América tropical, porém com laços mais frouxos da colônia com a metrópole. A tentativa de enrijecimento do ‘pacto colonial’ (conceitualização trabalhada por Fernando Novais) levará à eclosão da Revolução Americana (1776), apoiada de forma bastante relevante pela França, inimiga tradicional da Inglaterra e derrotada da guerra dos sete anos (1756-63).

O branco da península ibérica, diante de uma potencialidade tropical de desenvolvimento de culturas extensivas de produtos de luxo como açúcar, principalmente, desenvolverá a chamada ‘colônia de exploração’.

“No seu conjunto e vista do plano mundial e internacional, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial, mais completa que a antiga feitoria, mas com o mesmo caráter que ela, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu” (PRADO JR., Sentido da Colonização).

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