Ariel Pires de Almeida

Ponto 1 – O Estado judeu: diferentes tempos, diversas histórias

In Uncategorized on 22/08/2009 at 00:19

PONTO 1 – A CONTRADIÇÃO

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O REINO DE Judá surge na unificação das tribos do sul da Palestina em oposição a cananeus, filisteus, aos próprios hebreus do norte e outros povos oriundos da região – antigo entreposto de comércio entre egípcios, sírios, iraquianos e árabes, posteriormente. A conquista mesopotâmica, síria e romana segue tal princípio de ordem essencialmente econômica. Os desenlaces políticos, religiosos, sociais e culturais provém de tal enfurecimento e maleamento das forças econômicas dominantes. O expansionismo, por um primeiro lado, urge dos braços do rio Nilo a sudoeste. Logo após, o ataque provém do leste e norte, para finalmente surgir do ocidente salgado e molhado mediterrânico.

Nesse meio tempo, dois templos foram construídos na saudosa Jerusalém e ambos destruídos. O segundo construído pelo próprio invasor de proveniência latina. O mesmo, não ao acaso, que o destruiria em pouco tempo. O ocaso do império transformou tal ‘protetorado’ em colônia regida diretamente como a Hispânia, o norte da Afrika e a Europa bárbara.

Cristo, por fim, sofreria as dores de um povo rancoroso e sectário, conivente às forças romanas legionárias. Era o ano um de nossa era. Muito ainda viria.

O resultado de tal esboço de conflito se revelou alguns anos mais tarde. O templo de Salomão fora destruído séculos antes e uma nova Diáspora começaria. Seu término para uns não acabou, para outros teve uma data marcada, para alguns é um processo que não se completou.

Sabemos o marco histórico de seu início. O fato marcante absolutamente demarcado, MASSADA – 72 dEC. Cabe-nos historicizá-lo, dar-lhe sentido em seu emaranhado estrutural e permanente. O fato é o suicídio homicida em massa. O único sobrevivente conta-nos a História, motivo de orgulho e vergonha, contraditória em sua natureza.

Talvez, se refletirmos de forma imprudente ou mesmo ideológica, poderíamos afirmar que o suicídio condiz com o momento de afirmação do judeu da diáspora e, porquanto de negação do reinol – habitante do Estado territorial de Judá.

Seria perigoso afirmar que apenas outro suicídio poderia inverter tal situação social e política? Ou talvez, um homicídio, um genocídio, tal massificado qual o latino – relativamente falando claro. O cativeiro da babilônia ou o romano se metarmofisa, portanto no cativeiro dos campos de concentração, de trabalho forçado e, por fim, de extermínio em massa com técnicas arrojadas.

Seria essa a causa imediata do triunfo sionista? Quais as forças em jogo para essa concreção. O ano é 1947, o resultado é o que vemos hoje. Analisemos o processo.

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