Ariel Pires de Almeida

Ponto 3 – A grande Mãe

In Uncategorized on 22/08/2009 at 00:27

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Golda Meir ascende em 1969 e cai em 74. Mesmo período em que americanos são governados pelo conservador Nixon e pelo general Garrastazu nos trópicos. Peronistas convergiam na Argentina com a futura pobre Isabelita e Pinochet Augustus assassinava – sangue frio – o redentor democrático socialista. Fomos campeões mundiais e o AI-5 ‘promulgou-se’.

Duas guerras foram sentidas pelos israelitas, sem contar as feridas abertas da última, apenas dois anos antes. A guerra era externa, mas interna, por outro lado. A grande mãe abraçou o fardo do poder estatal com todas suas minúcias legítimas e ilegítimas. Em Munique, os palestinos se mostraram presentes como teriam feito os arrependidos nazistas nas olimpíadas precedentes. E o caolho pouco caso resolvia.

Era 1972. A resposta viria dela própria. O sangue pelo e com ou como sangue. O olho pelo olho, tal qual os babilônicos que destruíram aquele que foi o primeiro templo. Nabucodonosor…

Para cada atleta um líder. Por cada líder um ato terrorista. O terrorismo estatal encabeçado pelo Mossad e apoiado ambiguamente pela CIA contra o terror urbano guarnecido pela revolução stalinista, seus olhos e braços, a KGB.

A conclusão, INTIFADA. Tão conhecida em nossos tempos. A guerra velada. O gelo que por fim derreteu-se e as chamas que se consumiram. Vemos hoje suas cinzas? Ou nada se concluiu?

A guerra árabe, ligada a assuntos petroleiros, por incrível que pareça, pouco obteve de comum aos palestinos. Concordam Israel, Arábia, Transjordânia e Síria: ninguém gosta de palestinos. Concordam também alemães, brasileiros, americanos, canadenses, nigerianos, persas…

Viria do segundo choque a solução para tais infelizes moradores de Gaza e Cisjordânia, refugiados mortos de fome. Os anos setenta viram o que cinqüenta sempre souberam como lidar – a guerra, a revolução, o desespero e as quedas. O comunismo em alta. Um republicano em queda. Um conflito frustrado. A revolução inter continental. Nicarágua, China, Camboja, Moçambique. A canonização do libertador do século XX, Ernesto Guevara.

Não esqueçamos, a Pérsia, antigo reduto de militares ‘médicos’ transformados em modernistas e finalmente fundamentalistas, fundadora das mais relevante religião da antiguidade, o zoroastrismo.

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