Ariel Pires de Almeida

Energia racional ou a reconstrução do Conceito (II)

In Uncategorized on 26/08/2009 at 12:33

pineal

Prosseguindo…

A burguesia em ascenção, ao longo do XIX, reformulou intimamente a estruturação social. Surge em cenário, pela primeira vez, a categorização etária. O jovem, o velho, o adulto e, especialmente, a criança. A invenção da infância é concomitante à invenção das nações, à invenção das Constituições, instituições e marketings…

O que define cada qual?

Se a vida se coloca em sua relação com outras vidas, conceituar cada categoria etária se faria a partir de sua relação com seus semelhantes e superiores e inferiores. O que merece ressalte é a primeira constatação de que é uma categorização HIERÁRQUICA como qualquer outra.

O ser humano infantilizado tem a principal característica de ser sincero com os outros, porém nunca consigo mesmo. Obedece.

O adultivado é o oposto dialético, é sincero apenas consigo mesmo. O adulto resiste e luta – pela sobrevivência sua e de sua prole, claro…

E qual a característica capital do capitalismo que criou tal voluntoriosamente essa distinção  jamais pensada? Oito mil anos de História e só agora o homem se evoluiu a ponto de reconhecer uma criança de um adulto! A reconhecer os males no incorrimento em pedofilia. Será que os padres do passado se viam crucificados por vulgarizarem a inocência? E Michael, o saudoso?

A verdade é que o homem infantilizado é o público primeiro dessa burguesia desenfreada. É a criança que confia, que tenta e que quer que move o espectro da demanda do circuito mercadológico.

A oferta é dada pelo adulto. Todavia, se dependesse apenas das funções fixas do par adulto/criança, ambos, no fundo, unidos pela vontade de satisfação sóbria, alegre, moral, confortável e, principalmente, estável; não responderíamos satisfatoriamente à característica prima do Capital: A REVOLUÇÃO PERMANENTE. A transformação continuada. O sincretismo herdado de jesuítas católicos transposto em mentes reativas, puritanas, trabalhadoras.

Nem o adulto tampouco a criança tem as características para capacitarem-se como revolucionárias. Daí chegamos: será que essa invenção dialética na verdade não seria pares de um dos lados do composto opositivo? Isso é, será que não existem criança e adulto para que urja seu oposto dialético, o jovem?

Quem é o jovem?

É sincero com quem? Está mais próximo de qual?

Não acho que importa. O jovem é uma figura essencialmente contraditória. Mas existe algo que não se formula na infância e se perde quase plenamente na adulteza.

É o amor – que piegas…

Pra frente continuaremos….

Não esperava que tal digressão poderia se delongar por tanto…

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