Ariel Pires de Almeida

La juventud (III)

In Uncategorized on 26/08/2009 at 13:34

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O amor é uma força expansiva e egoísta, autocentrada. Tal qual a força jovem.

O amor é o lado sincero para com o Outro da juventude. Talvez seja a única categoria etária que reconheça de forma plena o Outro em seu papel como ordenador e coordenador do mundo avolta. A infância trata o Outro como dependente ou repelente. O adulto se utiliza do Outro para seus fins de sobrevivência social, embasados na Lei do Menor Esforço (1942 – Antropologia).

O jovem o AMA.

Ele ama o trabalho, a pátria, a moral, o poder; ou ele ama de forma qual apaixonada o ócio, a fadiga, a anarquia, a apostasia.

O Capital é egocêntrico e histérico. Necessita de alguém que o ame e queira incondicionalmente – mesmo que de forma fulgaz. Nem a criança que quer nem o adulto que pode alcançam tal façanha que apenas a inocente e ingênua – porém barulhenta – juventude pode chegar.

Somos Ches, Johns, Pauls, Caetanos, Luises, tenentes, cinéfilos, tempestuosos teimosos rancorosos – por pelo menos 20 anos. Depois tragamos e somos tragados esperando o momento em que a bituca será atirada à sarjeta.

Entretanto, são esses 20 anos que consolidam, abalam ou constroem uma estrutura durável por mais 40 até o próximo abalo sísmico de Kondratiev. O auto consumo e auto expansão – características do Capital plenamente desenvolvido – é apenas possível perante tal constatação triste, porém relativa, reativa.

Interativa…

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