Ariel Pires de Almeida

questão de convivência

In Uncategorized on 11/08/2010 at 21:35

Poucos sectários lutariam seriamente pelo fim do Estado Judeu. Talvez como está, sim, mas não como um todo. Já que este fora construído com base em uma luta tal antiga e coerente qual a de qualquer país africano da Africa do Sul ao Magreb, contando os incontáveis Saheis. Não há o que questionar a respeito. Zimbábue jogou um amistoso com a seleção canarinho. Não aprovamos o governo reverenciado pelo grande – em nome – Felipe Melo. Não precisamos gostar de Netaniahu, tampouco Sharon ou mesmo Melo. Ninguém me vê falando ‘boas’ de Golda Meir e Dunga – apenas se acompanhadas de ‘poucas’.
Sabem, em 1871, ano da sagração do Estado Alemão – sem dúvida, aclamado em antiguidade e tradição – já se discutia a possível existência de algo que só poderia ser praticado na mão destra de um Ben Gurion, amparado por forças estacionárias rurais comunistas, o kibutz. Como Mao faria e fazia na mesma época (1940´s), na China Imperial. Sabe-se que a reconhecida França Republicana surgiu apenas em 1792, consagrando-se em 48 e se consolidando na mesma data que a alemã, 1871, ano do Senhor – chefe da nação. Por acaso, com levante comunista parisiense perdurado por dois meses e diluído nas mãos democráticas do restante majoritário.
Em 1871, a terra de nossos avós estava dividida entre prussianos (alemães, diriam), austríacos (alemães, diziam) e russos (não-alemães, rejeitariam). O que unia a todos, além da falida Polonia – pátria com maior número de católicos praticantes, depois do Brasil, talvez; também era com maior número de judeus, salvo Nova Iorque – eram os próprios judeus, desterrados, mas felizes. Chassidicamente alegres, bêbedos do vinho que aos cristãos seria santo. Questão de antropofagia, canibalismo – coisa que foge das tradições kosher.

A Questão é fato – que todos sabemos – envolve a convivência.

A História mostrou as dificuldades em confrontar, em vizinhança, credos e opiniões distintas em forma, mesmo que semelhantes em conteúdo. Assim foi com cananeus, nesta em que triunfamos. Mas, depois, a estória cambiou-se a uma série de insucessos e desventuras. Foram amigos convertidos em imigos, reconvertidos em sócios a se desconverter em assasinos. Foram judeus, romanos, gregos, maias, astecas, perseutas e alemães.
Todos conhecem a origem da palavra ESLAVO. SLAVE, ESCRAVO. O judeu tornou-se o desterrado de muitas terras e posses. O invertebrado, protegido por uma casta de mágoas e bom humor – melhor arma contra o genocídio, comum a nossos tempos.

POR QUE A TRADIÇÃO NOS ENSINA: EM CADA GERAÇÃO, SUBIRÁ UM PARA A TODOS DESTRUIR

E o que diríamos desta tradição? Ou mesmo, da ideia geral de tradição? Algo que perspassa pai e filho, justapondo no neto, espírito santo. Quem mal faria, ou falaria, ao pobre neto. Não quero que nada aconteça com ele enquanto sua mãe estiver viva, diria Michael Corleone. Shlomo Corleone acrescentaria: a avó também. Fique claro que o triste ocaso da mãe ver a filha se ir e, assim, o filho ser cuidado da avó, é bastante comum. Noutros casos portanto.
Diria que é tudo uma questão de geração. Espontânea, talvez. Existem momentos da vida em que certas crenças e valores nos adaptam melhor. Esta é composta de duas fés: a material, mundana e a espiritual, conceitual. É comum, nos princípios e fins de uma vida – escalada espiritual e descenso material – a reflexão metafísica. Os meados concernem a matéria, dinheiro no caso judeu. Terras, no fisiocrata.
Nosso ponto é: em que momento estamos, nós jovens – seres mitológicos que vivem nas margens? Somos parceiros em destino incomum, imprevisível. E é dessa imprevisibilidade que devemos compartilhar. Foi assim em 1914, ano de criação do HASHOMER HATZAIR e de outras agrupações políticas e ludopédicas como o macabi haifa e a soc. Esp. Palestra. Eram nossos vizinhos italianos. Viémos todos de um mesmo lugar: a LUZ (Tom Zé).

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