Ariel Pires de Almeida

16:20

In Uncategorized on 15/05/2011 at 23:52

OP

ARIEL PIRES DE ALMEIDA 9-05-11

 

 

Eram 16h20min. Horário de Brasília. Naquela mesma hora, mundial e globalizada, descontado os minutos do fuso, os jovens do Brasil e do mundo começam a pensar. Acompanhados de vinhos e charutos, novidade em todo princípio, Josué e, seu irmão, David assistiam na sacada da Rua Direita. À esquerda, senhoras seguravam tochas e senhores forcados. Era um momento a observar e retratar. Josué escrevia e David filmava. Cantarolava: enxugando o gelo (Bngão).

http://www.youtube.com/watch?v=ad_iwSaFDLM

David resolveu descer. Disse que possuía imunidade espiritual para conter o caos. Sem anestesia, de filme queimado, o conflito estava zerado, enferrujado. Velhos e jovens. Os primeiros viam Deus, Cristo-Rei. O segundo, o deus da Luz. Já havia contado Josué da sacada o que ocorreu quando, no ano de Deus, seu oposto senhor criou a igreja da sombra. Pleno na confiança da ignorância e amor à lascívia hedonista, o Diabo quebrou a cara. Com a Carta do Pé Sujo, aprovando a tudo, o homem, dialético na oposição escolheu seu lado: o contra. Louvou a Deus.

Josué fora:

Vaiado pelos jovens.

Acatado pelos idosos.

Ignorado pelos indigentes.

A história destes tampouco é interessante. Fugiram do Rio, terra sem deus. Moravam na Barra. Como Josué, contra seus irmãos, os mendigos também quebraram a cara. Pediam pitanças e eram contra qualquer tipo de rapacidade, fosse do rapa ou do O rappa. Sem escrúpulos e prepúcios, os semitas da Barra, donos da Vale no Rio Doce, quiseram expurgá-los. Munidos de regadores automáticos, armas pós-guerra fria, mancharam de água as roupas sujas de tantos Josés quantos Paulos.

Uniram-se. Juntos defecaram em frente aos presídios que eram tais condomínios fechados.

Fugiram. Foram em busca do Vale daqueles judeus barrentos. Entre o quadrilátero ferreiro e o triângulo mineiro, acharam o círculo da História. Lá, onde jovens e velhos brigavam, Josué discursava e David inflamava. Pensavam-se superiores a tudo isso. Viraram e seguiram à Santa Ifigênia.     

Ouro Preto é uma pequena cidade, grande em tradições, media em ação. Mais rica em satélites que em tecnologia. As cidades de entorno formam uma rede complexa e orgânica de fluxos e refluxos, vindas e voltas. Aquele senhor é de Belo Horizonte, mas seu silêncio se volta a OP. O filho é parte do sistema penal que visa recorrer à violência caso da violência recorramos. A consciência é da necessidade de preservação do patrimônio. Esta, é claro, é devido ao tempo e espaço sendo ambos de forma atemporal e universal. Católicos somos. Para construir tal patrimônio, apenas ungido pelo espírito do santo. Entretanto, para forçá-la na goela do povo, apenas esforçando com armas em punho.

            A criança via tudo. Sua altura era de relação com o coldre do oficial. O cavalo do outro lado também estava lá. Passou da Rua Direita com a espada em mãos. O menino estava cansado. Tanto subir! Mas, lembrava da avó que sempre dizia: descer que é o pior, os joelhos não agüentam!…

Aquele homem assoviava um sucesso. O Para lamas daquele carro enferrujava de tanta água. Do beco, explodiu a violência! Pelo coldre, assistiu a tudo. Correu e, lembrando das palavras da avó, poupou os joelhos, aproveitou a chuva e deslizou, ao infinito. Suas asas, feitas de água e ódio, ensandeceram, incendiaram. Da água, fez-se vapor, do ódio, amor. Do calor, vento, suave brisa…

            Do coldre não se livrou, deus pai que estejas aqui para cuidar que decorra o estopim – da bomba atômica que está a explodir.

            Dos indigentes, distantes e pouco tementes, não muito se esperava. Eram cristãos, ao menos isso se considerava, Cristo. Construíram, em sua homenagem, um carpete de lantejoulas e traquinagem. Fora de vontade, fora de forma, fora de coragem. Esta fôra deixada. No Rio, que já era de fevereiro, março, abril, as chuvas haviam passado e o excremento limpo…

            Não eram mais lembrados. Aqueles artistas, globais por infortúnio, eram mais que tudo a todo o mundo. Ou apenas, a duras penas, era justo o nosso Brasil…

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